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Vidas Desamparadas: A situação dos Animais Abandonados

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12 de nov. de 2023
5 min de leitura

Por: Sarah Doralice 


Existem várias razões pelas quais os animais são abandonados. Alguns tutores não têm condições financeiras para manter os cuidados básicos necessários, enquanto outros  simplesmente perdem o interesse. Além disso, muitas pessoas  adquirem pets sem considerar o compromisso e longo prazo que isso envolve.  


Existem organizações e abrigos dedicados ao resgate e cuidado destes seres abandonados. Essas instituições trabalham para fornecer um teto, alimentação  adequada, cuidados veterinários e encontrar lares que sejam amorosos. O  problema é que existem mais animais vivendo nas ruas do que lares dispostos a  acolhê-los. Além disso, é importante denunciar casos de abandono e apoiar  instituições que trabalham em prol do bem-estar dos pets. 


Nas ruas de qualquer cidade do Brasil é comum encontrarmos animais abandonados.  Essa também é uma realidade em Uberlândia. De acordo com Organizações não  governamentais, existem cerca de dois mil cães e gatos sem lares e sem tutores na  cidade mineira. 


Quando abandonados à própria sorte, eles podem enfrentar a fome, o frio, as doenças e ficam expostos a perigos constantes. Nas ruas também podem se  tornar  um problema de saúde pública. Por todos esses motivos é essencial conscientizar a  população sobre a importância da adoção responsável e do cuidado adequado com os  animais de estimação, além de ressaltar que o abandono é uma forma de maus-tratos  e negligência. 


A Associação Protetora de Animais de Uberlândia (APA ), é uma organização que  atua nos cuidados de cães e gatos abandonados, um dos trabalhos desenvolvidos  pelo grupo é a castração. Esse serviço também é feito pelo Hospital Veterinário e  pelo Castramóvel. Ações que tentam diminuir a população de animais de rua.

 


Foto retirada de arquivo pessoal APA, cão macho para adoção.


A adoção que faz bem para os animais e os tutores

Por: Sarah Doralice

 

A adoção está relacionada à oportunidade de oferecer uma nova vida aos pets. Além disso, o acolhimento contribui para reduzir a  superpopulação de animais em abrigos e nas ruas promovendo o bem estar de cães e gatos e fortalecendo a conexão com os humanos. 

 

A adoção também faz bem aos tutores, como relatou a estudante de Psicologia da  UFU, Adriana Alves Sá Zeferino, 26 anos.  Segundo ela é muito bom ter os pets ao lado, mas alerta que adotar não foi fácil porque além do cuidado alimentar, tem as despesas veterinárias.

 

A estudante acolheu três cachorros que estavam em situação de rua: Paçoca, Pantera e Totó. Após um tempo, ao visitar uma feira de adoção, ela se encantou  com a gatinha Luna. A motivação para adoção foi o amor e a paixão pela vida  animal. 


A estudante, Rayane Santos, 20 anos, descreveu que foi uma experiência positiva  e gratificante adotar um pet. A adaptação não foi fácil, exigiu cautela e cuidados  redobrados no início, até que ele se acostumou com a família. O vira-lata de  pequeno porte foi encontrado em uma rodovia e estava machucado. Apesar dos  cuidados, um mês depois acabou não resistindo aos ferimentos. 

 

Quem também passou pela experiência de adotar foi Nicolle Mascarenhas  Torres, 25 anos. Segundo ela, foi uma experiência difícil. Alguns dos animais  apresentavam problemas de saúde, mas que com carinho e cuidados eles já se  recuperaram.


 

As plataformas como fonte de divulgação para adoção e cuidados com os pets

Por: Kathleen Cristina 

 

Segundo o diretor da APA, Élson Torres, desde a fundação da entidade em 1996, cerca de 20 mil animais em situação de risco foram resgatados. A maioria foi encontrada com algum tipo de doença. Essa situação ainda é uma realidade após  mais de 20 anos de atuação e o número de abandono também chama a atenção. ”A  APA tem hoje no abrigo, cerca de 460 cães e em torno de 40 gatos”. 

 

A entidade conta com dois veterinários, um auxiliar de veterinário e cinco tratadores, além de voluntários. Esse grupo cuida dos animais, muitos deles  foram abandonados em frente a  sede da instituição e outros resgatados das ruas. De acordo com o diretor faltam recursos para  tantos cães e gatos, principalmente para atender os casos mais graves. “Machucado teria  que ser coisas pequenas. Se for o caso cirúrgico, eu tenho que ir para clínicas  particulares e pagar”. 

 

Torres relatou que os animais resgatados passam por exames, uma  espécie de check up. Só o custo com medicamentos varia de R$10.000,00 a R$15.000,00 por  mês. Para que a conta fechasse o número de adoções deveria ser maior,  atualmente  cerca de 15 por mês, desse total de quatro a cinco são devolvidos. Além disso, seria necessário mais dinheiro. “A APA vive hoje de doação,  mas toda essa ajuda não é suficiente para ajudar os animais. Hoje as doações  não chegam a 20% das despesas”. Segundo o diretor, o valor arrecadado não passa de  R$7.000,00 mensais, mesmo a ONG contando com doadores fixos. 

 

Para incentivar a adoção, o diretor alimenta as redes sociais. A plataforma mais usada é o Instagram, onde posta informações sobre os pets e sobre orientações quanto à adoção. Foi em uma dessas publicações que Mayara Soares, 29 anos, viu Nina pela primeira vez. Ela contou que teve acesso a um anúncio dizendo que uma cachorrinha que tinha sido encontrada no Natal havia sido devolvida e por isso a entidade buscava um novo lar. Foi aí que ela decidiu tomar uma atitude. Hoje a Nina está sob os cuidados dela. 

 

Para adotar pelas redes sociais da Associação é preciso ter mais de 21 anos,  apresentar documentos pessoais, comprovante de endereço, preencher uma  ficha de adoção. O interessado também é informado que o abandono é crime e se  acontecer algo com o animal ele pode ser responsabilizado. 

 

O Hospital Veterinários não conta com o serviço de adoção, mas atua no atendimento dos cães e gatos a um custo menor do que nas clínicas e faz também a castração dos animais. Todo o serviço, além do trabalho de conscientização sobre a responsabilidade dos tutores é divulgado nas redes sociais. Essas plataformas são abastecidas por dois professores da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). A principal mídia escolhida para essas divulgações é o Instagram.

 

 


Foto retirada de arquivo pessoal APA, gato filhote para adoção

 

Castração de animais subsidiada pelo poder público em Uberlândia  

Por: Greicy Silva 


 A castração é uma das formas de prevenção para diversas doenças nos animais e para evitar a reprodução desenfreada. É também uma maneira de proporcionar aos pets maior qualidade de vida. Em Uberlândia, são castrados mais de 1.500 animais, entre cães e gatos, anualmente, por meio do convênio entre a Prefeitura e o Hospital Veterinário da Universidade Federal de Uberlândia (UFU).  Um projeto chamado Controle Populacional.


Além desse projeto, segundo o diretor do Hospital, Diego José Zanzarini, é oferecido o serviço de castração a preço popular, bem abaixo do valor de mercado, por meio de agendamento, mas não revelou o custo. Em uma clínica particular essa cirurgia pode variar entre R$250,00 a R$400,00.  


O Controle Populacional do Hospital beneficia animais de tutores de todas as áreas e condições sociais. O estudante de biomedicina da UFU, Steferson Roberto  Guimarães Melazzo, 25 anos, levou dois cães adotados para passarem pelo procedimento cirúrgico. Ele fez o agendamento por e-mail e em menos de um mês a cirurgia foi realizada sem que ele tivesse que pagar algo. “A experiência foi eficaz e completa, tudo conforme o planejado e sem problemas. O cuidado pós-castração  foi tranquilo, ambos ficaram sob monitoria do hospital por uma noite e correu tudo  bem com o suporte.”


Outro projeto de castração é o Castramóvel, um veículo adaptado que percorre  os bairros da cidade. Os recursos vieram por meio de emenda parlamentar do  deputado estadual Elismar Prado (Pros) e pelo irmão dele, o deputado federal  Weliton Prado (Solidariedade). O custeio da cirurgia é feito pela Prefeitura. 


Houve tentativas de contato com a equipe do Castramóvel pelos números  informados no site da Prefeitura. O objetivo era entender como funciona o processo, mas não tivemos retorno. Foi possível ver a partir das informações no portal que, no geral, o  Castramóvel realiza em torno de 80 castrações por semana, totalizando 320  esterilizações por mês, realizadas nos bairros do município e nos quatros distritos. No portal constam informações quanto a data e local onde o  Castramóvel estará, além de disponibilizar os agendamentos.  

 


Foto retirada de arquivo pessoal APA, cadela para adoção.

 
 
 

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